"Quando eu tava mal, eu ligava pra ela. Mesmo com todos aqueles números de garotas na agenda, o dela continuava sendo o primeiro que eu procurava. Eu nem precisava dizer que tava na pior, ela sentia. Tinha sempre uma piada nova pra contar, e vou confessar que não tinham graça nenhuma, mas acabavam me fazendo rir só pelo esforço que ela fazia pra me fazer sentir melhor. Na maioria das vezes, ela me perguntava se queria que ela viesse até aqui. Na maioria das vezes eu dizia “não”, e na maioria das vezes ela vinha de qualquer jeito. Eu achava que aquilo era amor. Quando eu carregava no colo e ela brigava comigo, era a única referência de amor que eu tinha. Não eram como as brigas dos meus pais, que eu costumava ouvir lá do quarto quando eu era um pirralho. Me lembro do dia em que minha mãe foi embora de casa, a porta tava aberta, ela me abraçou, me beijou a testa e disse que eu ficaria bem, achei que me levaria com ela, mas logo me colocou no chão, ela saiu antes que eu pudesse abrir os olhos. Eu não sabia nada sobre o amor, eu não sabia nada sobre as mulheres; a única coisa que eu sabia era que se você deixasse a porta aberta, elas poderiam sair pra nunca mais voltar. Ela nunca entendeu, mas toda as vezes que ela ia lá pra casa, eu fazia questão de fechar a porta. Sei lá, só pra garantir."
“Mantenha a porta fechada, por gentileza.” Rayssa A. (via abstinenc-e)
“Sonhei contigo” “Awn, conta?” “Não lembro muito bem” ALTAS PUTARIAS
Eu leio A, penso B e fico triste por C.
"No fim das contas o passado deve servir para alguma coisa."
Chico Buarque (via voceeumapartedemim)
"A vida fica amarga depois que você deixa de ser criança."
Pc Siqueira (via ten-04)